segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Reflexões 2018
Comecei "tenkarear" em 2009 e embora a modalidade continue a mesma, não posso falar o mesmo sobre mim e minhas preferências a respeito dela.
Comecei absorvendo tudo que podia sobre como ela era praticada na origem e fui aos poucos adaptando-a para minha realidade. Dessas adaptações a mudança mais visísivel e que me distancia um pouco do conceito original é a questão do tamanho das varas. Fui ensinado sempre usar a vara mais longa possível para o local de pesca o que aqui no litoral se traduziria na mais longa de todas (+ - 4.5 m).
No Japão varas longas se justificam basicamente por dois motivos.
a) Pelo tipo de rio de montanha com água corrente, situação a qual o uso de uma vara longa e linha fina e leve ajuda muito na apresentação da mosca sem que esta seja arrastada pela correnteza antes que o peixe tenha chance de abocanha-la.
b) Água cristalina e peixe arrisco. Ver o peixe antes que ele veja o pescador é crucial. Então varas longas ajudam na aproximação discreta.
Ocorre que tenho aqui um fator quase constante e de muita relevância que praticamente inexiste no ambiente original da modalide: Vento!
Se tiver de esperar o vento parar de soprar pra poder pescar isso significa ficar pelo menos 06 meses sem pescaria... Totalmente fora de cogitação. 😎
Então instintivamente fui buscando maneiras de contornar o problema e esses "jeitinhos" foram moldando novos habitos e preferências em mim.
Eis alguns do itens que mudei ou adaptei:
01- Comecei testar varas menores que o padrão japonês que normalmente recomenda varas acima dos 3.5 metros e notei que quanto menor maior era meu conforto e a produtividade além de não diminuir até melhorou em certas situações. Passei então usar varas dos 3 metros pra baixo chegando ao mínimo de 1.8 metros ainda fazendo apresentação bem razoável e capturas consistentes. Hoje minha preferência em tamanho fica entre os 2.4 m (8ft) e 3 m (10ft)
02- Comecei usar moscas cada vez menores e também lastreadas. O volume menor aliado ao peso em geral ajudam "cortar" o vento. Mosca lastreada também ajuda manter a linha mais esticada e com menos "barriga" facilitanto a detecção da batida do peixe.
03- Percebí que linhas finas e curtas além de menos folga (bariga) , ofericiam mais precisão e controle tanto no arremesso quanto na fisgada e no combate do peixe. Então parei de usar linhas mais pesadas e grossas como "linha de fly" (running line) ou torcidas/trançadas e passei usar as LEVEL line (linhas retas) de nylon ou fluorocarbono. Hoje as linhas que uso tem em geral no máximo tamanho 1.5 X o tamanho da vara já incluindo o tippet.
4) O vento me forçou mudar a maneira de arremessar (principalmente com vara mais longa) e passei do clássico overhead (acima da cabeça) para o arremesso lateral (side arm) e suas variações como o arremesso belga (belgian cast). Em tese esse nem seria um arremesso de tenkara mas o fato é que funciona muito bem e pra mim é isso que vale.
Pra quem não pratica as modificações e adaptações acima podem não parecer grande coisa mas pra quem é do meio poderia até dizer que o que eu pratico já não se pode chamar de tenkara. Honestamente eu não ligo pra nomes e dogmas. Se funciona, tah valendo . Pra mim, essencialmente, tenkara é pesca com mosca usando apenas vara, linha e mosca. E, essencialmente, é isso qua ainda uso. Pouco importa o tamanho de cada uma das partes.
Amo a tenkara pois é uma modalidade muito generosa , nos oferece o máximo de diversão com o minímo de complicação 💖
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Seiryu Tenkara
No japão alguns equipamentos de pesca (varas telescópicas lisas) são classificados de acordo com o tipo de ambiente ao qual se destinam mais do que as espécies de peixes alvo.
Assim o design das varas leva em cosideração os fatores espaço (de arremesso ou espaço livre entre obstáculos e a água) e a correnteza.
No primeiro caso (espaço) a relação é simples, pouco espaço = varas mais curtas. Espaço maior varas mais longas.
No segundo caso (correnteza) a relação é mais complexa. Sabe-se que um peixe pequeno na corredeira tem mais força e é mais difícil controlar do que o mesmo peixe num ambiente mais calmo. Também entra o fator sutileza pois as trutas de montanha e o Ayu são peixes muito ariscos que refugam iscas atadas em linhas grossas e duras. Então tem de se projetar varas que sejam fortes pra dominar o peixes porém suaves para protejer tippets delicados que, do contrário, arrebentariam muito facilmente.
...
Os principais ambientes de montanha são:
Genryu: Nascentes ou riachos próximo ao topo da montanha.
Keiryu: Rios intermediários entre o topo e a base. Este é o ambiente para o qual a maioria das varas tenkara é projetada (keryu tenkara)
Honryu: Grandes rios entre o meio e a base da montanha. Varas tenkara projetadas para este ambiente (Honryu Tenkara) são reforçadas pois há peixes maiores nessas águas além da correnteza ser notavelmente mais forte que nos anteriores.
Seiryu: Se refere há um tipo de ambiente de pesca normalmente composto de riachos rasos, de Águas calmas, cristalinas e sombreadas, e tem sua nascente na base das montanhas.
...
Dos 4 ambientes citados o último é o único que não se caracteriza por corredeiras fortes e normalmente é desabitado pelos salmonídeos (trutas e salmões) . São em geral povoados por várias espécies de pequenos peixes que quando adultos não ultrapassam os 20 centímetros.
Por serem desbitados de trutas os pescadore tenkara nunca devotaram a este ambiente , onde normalmente se pescava usando isca natural, muita atenção.
Por ser desprovido de correnteza e ter peixes pequenos, as varas ptojetadas para este ambiente são em geral muito mais suaves e delicadas do que aquelas pensadas para a alta montanha.
No entanto com o tempo as coisas mudam e alguns pescadores tenkara , por questões de tempo e custo, começaram investir nos rios do tipo seiryu . O peixe alvo não era a truta mas não eram menos divertidos. Notou-se porém que varas tenkara eram em geral muito fortes para o pequenos peixes e sem a força da correnteza a pescaria ficava sem graça. Não demorou muito pra alguém ousar colocar uma montagem de linha e mosca (kebari) numa vara seiryu e a aí o jogo ficou completamente diferente e muito mais divertido. O segundo passo (mais ousado) foi começar levar varas seiryu para os rios do topo da montanha. Embora o ambiente seja desfavorável existem lá trechos de rio mais calmo e alguns poços onde era possivel usar mesmo essas varas mais delicadas.
Por que digo que foram ousados? Porque no Japão pesca seiryu significa pescar com isca natural e transguedir essa norma para alguns é quase ofensa pessoal...
Seiryu Tenkara é algo bem recente e não existem (pelo menos que eu saiba) no mercado varas projetadas especificamente pra isso e talvez nunca venham a existir. O motivo? Bom, primeiro por uma questão puramente tradicional ( como expliquei mais acima, seiryu tenkara é visto por muitos como uma prática herética, quase marginal). Segundo que varas seiryu no japão são relativamente baratas e fáceis de achar em qualquer loja. Daí basta adaptar um cabo (ou não) a elas e ser feliz
...
Seiryu no Brasil
Aqui seiryu se traduziria perfeitamente como varas pra pesca de lambarís ou carás ou jacundás (joanas) e tantas outras espécies de menor porte.
No entanto não temos uma industria nacional de varas de pesca telescópicas e dependemos de importação. Pra piorar os importadores pouca (ou nem uma) informação fornecem sobre qual ou quais as aplicações se destinam as varas que colocam no mercado e o pescador tem de se virar por sí só gastando dinheiro com um monte de material equivocado até achar algo que se preste ao seu estilo de pesca e peixes alvo. Pior ainda quando falamos de usar varas no estilo tenkara (leves, bem equilibradas capazes de arremessar uma linha leve e uma mosca sem peso) ...
Eu e alguns amigos ainda estamos nessa pesquisa. Futuramente, caso tenhamos sucesso, pretendo postar aqui uma lista com nossos achados... Até lá, boa garimpagem a todos. 😁
segunda-feira, 28 de março de 2016
Testando tippet (resistência a abrasão)
Tenho testado vários tipos de tippets (linha final) nos últimos anos. Minha busca e por um tippet barato e bastante resistente a abrasão.
Um dos que mais gostei foi o da Máxima, boa resistência a tração (dentro
dos limites indicado pra vara tenkara = 5 libras) e ótima resistência a
abrasão (dá pra segurar um robalinho sem usar empate ou shock tippet). Problema é que só se consegue ele importando e hoje fica caro (cerca de 30 reais por 30 metros).
Neste final
de semana testei um que me deixou muito feliz, e só não é perfeito pelo
fato de ter a resistência dele muito acima do recomendado (9 lbs) então
TEM QUE USAR COM MUITO CUIDADO ... Enfim, trata-se do nylon Ekilon Carbon Master XT 0,20 mm. O carretel com 100 metros custa menos de 4 reais (R$ 4,00)
E a resitência dele a abrasão e ao corte é absurda, parece um arame. Testei ele na boca de uma traíra! Todos sabemos que um nylon normal 0,20 mm se parte só da traíra olhar pra ele, mas não foi o caso deste. Atei uma isca bem pequena propositalmente pois queria que ela fosse engolida pelo peixe e afortunadamente foi o que aconteceu... A isca (anzol inox #12) cravou atrás da língua da dentuça o que deixou o nylon vulnerável aos dentes afiados dela e foi mastigado de todas as maneiras por uns 2 minutos sem se partir. Apenas sofreu algumas escoriações (vide foto) e pelo estado ainda tinha condições de pegar outro peixe.
Como eu disse, dá pra usar na tenkara mas tem que estar ciente de que a resistência dele está bem acima do recomendado pela maioria dos fabricantes de varas tenkara. E se entrar um peixe realmente grande/forte a melhor coisa a fazer é baixar a ponta da vara e deixar o peixe brigar contra a linha... Melhor perder a isca do que quebrar a vara.
Usem com sabedoria e boas pescarias.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
ISCA OVERHAND WORM, passo-a-passo (vídeo)
A original é atada com micro chenile, minha versão usa lã 100% acrílica e também pega muito peixe.
Essa isca é taõ simples que dispensa o uso da morsa e fio de atado.
Além disso basta levar alguns anzóis e pedaços de fio de lão no bolso e você pode fazer a isca no barranco do rio caso necessário.
1- Corte um pedaço de lã acrílica (cor da sua preferência) com cerca de 4 cm
2- Dê um nó cego em cada ponta pra evitar desfiar (opcionalmente pode-se queimar as pontas com isqueiro ou até as duas coisas juntas)
3- Ate com um nó cego o pedaço de lã sobre a haste do anzol.
Pronto, agora é só ir pescar, bom atado e boa sorte!
FORMULA PARA MELHOR CONTROLE DE LINHA E PEIXE
Para mim, repito, PARA MIM, na modalidade tenkara, mais importante do
que distância ou alcance do arremesso, é o controle de linha e peixe que
vem em primeiro lugar.
Isso quase que sempre significa LINHA RELATIVAMENTE CURTA. E se mostra tanto mais necessário se no local que você pesca venta
muito ou existe a possibilidade do peixe correr pro enrosco...
Se no seu local de pesca nem uma destas variáveis (ventania, enrrosco) se faz presente, esqueçam este artigo...
1- E o que, Blatt, exatamente significa "linha relativamente curta"?
Respondo:
PRA MIM, é uma linha que lhe dê alcance rázoavel sem ser longa demais.
2- E como se calcula tal tamanho de linha, Blatt?
EU uso a seguinte "fórmula":
TL=TV+AP(be)
Onde
TL= Tamanho de linha
TV= tamanho da vara
AP(be)= altura do pescador com braço esticado acima da cabeça.
Então, pra ficar bem claro, esta formula considera como o tamanho TOTAL de linha (linha + tippet) a distância da ponta da vara aos pés do pescador em pé, segurando a vara com o braço esticado acima da cabeça.
Essa, na MINHA EXPERIÊNCIA (pra vocês, dependendo da condição local, pode funcionar ou não) é uma maneira de calcular uma linha bem versátil que atende cada pescador de maneira particular pois leva em consideração seu porte físico.
Obviamente essa formula NÃO atende situações extremas onde você pode precisar de
uma linha bem mais curta devido as limitações de espaço do pesqueiro. Por enquanto é isso.
Feliz 2016!
quinta-feira, 16 de julho de 2015
TENKARA, A MOSCA POUCO IMPORTA!
![]() |
| Dr Ishigaki |
Essa declaração entre aspas é do Sensei Isao Ishigaki também conhecido como Dr. Ishigaki no mundo tenkara. Abaixo eu reproduzo, numa tradução livre, parte de um depoimento dele que acho relevante pra quem começa na modalidade. Eu particularmente (ainda) não sei se concordo com o que as muitas décadas de experiencia dele na modalidade afirmam... Mas sou obrigado a respeitar sua reputação...
Boa leitura e bom uso da informação.
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"Novatos da modalidade sofrem na hora de escolher a "mosca certa"!
Falta a eles a convicção de que podem pegar um peixe com qualquer mosca.
É por isso que quando vêem outro pescador fazendo capturas com uma isca diferente da que usam logo se
iludem que aquela é melhor e assim ficam mudando de isca toda hora.
No japão são chamados "kebari henreki" ou mosqueiro nômade!
Eu também já fui assim.
Mas quando se pesca com tenkara por bastante tempo se conclui que o tipo de mosca pouco importa.
A primeira razão pra isso é que peixes tem visão deficiente e não conseguem ver a mosca em detalhes.
A segunda razão é que como a correnteza dos rios é muito rápida pouco importa qual a aparência da mosca.
No entanto se a mosca tiver o "tamanho certo", pouco importa sua aparência, o peixe irá abocanha-la.
Se tive o "tamanho errado" o peixe irá "cuspi-la"!
A terceira razão é factual...Por exemplo... eu tenho centenas de amigos e todos usam moscas (kebari) diferentes e curiosamente todas são igualmente eficientes, eu e todos os meus amigos, usando moscas diferentes pegamos os mesmos peixes!
Então, se a mosca tiver o tamanho certo pouco importa seu formato ou tipo (pattern), ela vai pegar peixes.
| Ishigaki kebari |
Se você se preocupar demais com "mosca certa/mosca errada" não será um pescador eficiente.
NÃO É A MOSCA, É A TÉCNICA (apresentação), O CONHECIMENTO E A INTUIÇÃO PESSOAL DO LOCAL DE PESCA QUE REALMENTE FAZEM A DIFERENÇA!
A mosca de fato é de pouca importância na tenkara."
Uma atualização do meu entendimento sobre este assunto:
A mosca é uma escolha pessoal e vale usar qualquer uma que o pescador julgue eficiente... No entanto é um erro colocar todo foco na mosca e menosprezar a técnica, apresentação e principalmente o comportamento do peixe (ativo / inativo) pois no final das contas é ele que comanda a pescaria.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
CAPITÃO GAY!
Este atado na verdade é uma das muitas variações da famosa isca Killer Bug criada por Frank Sawier há muitos anos atrás. O apelido dessa variante (criada por David Southall) foi meu amigo e colega tenkareiro Tuã Torres Sessa quem deu e eu achei muito mais apropriado do que SW_Killerbug que foi o 1º nome que dei a ela.
(SW = salt_water pois o anzol que uso nela é inox. Mas pode-se usar qualquer outro anzol de sua preferência).
O diferencial da variação do Mr. David Southal pra original é que ele usa chumbo no lugar de fio de cobre e recobre o chumbo com uma cama de fio rosa choque que finalmente é recoberto com lã sintética Shetland spindrif, cor Oyster (a original usava um fio chamado Chadwick que não fabrica mais).
Finalmente o diferencial da minha "capitão_gay" pra variação do Mr. Southall é que 1º, a dele não tem cauda. 2º, ele usa o fio pink (rosa choque) apenas pra cama (under body), e finalização da mosca. 3º O corpo ele faz enrolando o fio de lão diretamente sobre a haste. JÁ eu, além do underbody e finalização, uso O fio de atado rosa pra aplicar o dubbing (fio de lão desfiado) sobre a haste por que gosto do efeito mais "descabelado" da isca!
Vamos as fotos e o passo-a-passo... É mais fácil atar do que de falar!
1- Anzol na morsa, amasse a farpa, prenda o fio de atado na haste e coloque a cauda. Eu uso uma cauda bem curta (+- medatade do comprimento do anzol) feita com cerdas de material de brilho "wing n' flash"... Vc pode usar outro material da sua preferência.
2- Enrole o fio de chumbo na haste (5 ou 6 voltas) deixando um espaço atrás do olho do anzol para o acabamento.
Coloque uma gota de super_cola (cianoacrilato) no fio de chumbo pra que ele não gire.
3- Enrole o fio de atado por sobre o fio de chumbo envolvendo ele completamente (cama de fio) e volte com o fio pra parte de trás da isca próximo a cauda. Aplique uma camada fina de super_cola por sobre todo o fio rosa, este será o "underbody" da isca.
4- Comece aplicar o dubbing (cerdas do fio de lão desfiado enroladas no fio de atado rosa) sobre a haste. Se vc não tiver a lã que indiquei pode usar qualquer outra de cor clara (branca/bege/cinza/pelo de gato/cachorro, etc).
5- Vá aplicando o dubbing uniformemente até chegar ao olho do anzol. Finalize com um nó de sua preferência e aplique uma minúscula gota de cola ou head_cement no nó pra dar mais resistência.
Pronto!
6- Aqui uma imagem dela molhada pra se ter uma idéia melhor do efeito dela dentro d'água e do por que ela ser chamada capitão gay!
Materiais: Anzol inox #12 , fio de chumbo, fio de atado rosa (linha mágica), lã sintética desfiada (dubbing) super_cola.
(SW = salt_water pois o anzol que uso nela é inox. Mas pode-se usar qualquer outro anzol de sua preferência).
O diferencial da variação do Mr. David Southal pra original é que ele usa chumbo no lugar de fio de cobre e recobre o chumbo com uma cama de fio rosa choque que finalmente é recoberto com lã sintética Shetland spindrif, cor Oyster (a original usava um fio chamado Chadwick que não fabrica mais).
Finalmente o diferencial da minha "capitão_gay" pra variação do Mr. Southall é que 1º, a dele não tem cauda. 2º, ele usa o fio pink (rosa choque) apenas pra cama (under body), e finalização da mosca. 3º O corpo ele faz enrolando o fio de lão diretamente sobre a haste. JÁ eu, além do underbody e finalização, uso O fio de atado rosa pra aplicar o dubbing (fio de lão desfiado) sobre a haste por que gosto do efeito mais "descabelado" da isca!
Vamos as fotos e o passo-a-passo... É mais fácil atar do que de falar!
1- Anzol na morsa, amasse a farpa, prenda o fio de atado na haste e coloque a cauda. Eu uso uma cauda bem curta (+- medatade do comprimento do anzol) feita com cerdas de material de brilho "wing n' flash"... Vc pode usar outro material da sua preferência.
2- Enrole o fio de chumbo na haste (5 ou 6 voltas) deixando um espaço atrás do olho do anzol para o acabamento.
Coloque uma gota de super_cola (cianoacrilato) no fio de chumbo pra que ele não gire.
3- Enrole o fio de atado por sobre o fio de chumbo envolvendo ele completamente (cama de fio) e volte com o fio pra parte de trás da isca próximo a cauda. Aplique uma camada fina de super_cola por sobre todo o fio rosa, este será o "underbody" da isca.
4- Comece aplicar o dubbing (cerdas do fio de lão desfiado enroladas no fio de atado rosa) sobre a haste. Se vc não tiver a lã que indiquei pode usar qualquer outra de cor clara (branca/bege/cinza/pelo de gato/cachorro, etc).
5- Vá aplicando o dubbing uniformemente até chegar ao olho do anzol. Finalize com um nó de sua preferência e aplique uma minúscula gota de cola ou head_cement no nó pra dar mais resistência.
Pronto!
6- Aqui uma imagem dela molhada pra se ter uma idéia melhor do efeito dela dentro d'água e do por que ela ser chamada capitão gay!
Materiais: Anzol inox #12 , fio de chumbo, fio de atado rosa (linha mágica), lã sintética desfiada (dubbing) super_cola.
Boas pescarias!
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